Neuromodulação aplicada à performance de decisão sob supervisão cardiológica contínua — uma iniciativa do Método High Cognition com a Academia Brasileira de Neuromodulação, fundamentada na pesquisa autonômica do Dr. Samuel M. Camargo, cardiologista.
Quem assina o protocolo
Cardiologista e Hemodinamicista · CRM-SP 112.766 · RQE 30.490
Título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira (2009), formado pela Beneficência Portuguesa de São Paulo. Professor de Cardiologia na Faculdade de Medicina da Universidade Mogi das Cruzes (UMC) e doutorando em Engenharia Biomédica pela mesma instituição. Fundador da Unidade de Cardiologia Intensiva do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo e coordenador do Serviço de Cardiologia do Hospital Ipiranga (Grupo UHG).
Reconhecimento profissional
Registro e titulação
CRM-SP 112.766 · RQE 30.490 — Cardiologista e Hemodinamicista.
Título de especialista
Cardiologia — Sociedade Brasileira de Cardiologia / AMB (2009), formado na Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Especialização intervencionista
Cardiologia Intervencionista — Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista / AMB.
Docência
Professor de Cardiologia — Faculdade de Medicina, Universidade Mogi das Cruzes (UMC).
Pesquisa
Doutorando em Engenharia Biomédica — Universidade Mogi das Cruzes (UMC).
Liderança hospitalar
Fundador da Unidade de Cardiologia Intensiva — Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo · Coordenador do Serviço de Cardiologia — Hospital Ipiranga (Grupo UHG).
Fontes públicas: Doctoralia, site institucional da UMC e registros do CRM-SP.
Vídeo em produção — condução técnica do estudo apresentada pelo Dr. Samuel M. Camargo, cardiologista responsável pela supervisão clínica do protocolo em parceria com a ABN.
A pesquisa por trás do protocolo
Amostra
10 pacientes pós-COVID-19 · 9 controles saudáveis
SDNN (VFC global)
94,7 ms vs. 160,9 ms no grupo controle (p=0,0007)
RMSSD (tônus vagal)
32,6 ms vs. 77,4 ms no grupo controle (p=0,003)
Razão LF/HF
vs. 1,1 no grupo controle — predomínio simpático (p=0,04)
A COVID-19 já afetou milhões de pessoas globalmente, e novos sintomas e síndromes — a chamada "COVID longa" — continuam emergindo: fadiga, falta de ar, névoa mental, dor torácica, dores articulares e musculares, alterações de humor e palpitações cardíacas.
A pergunta que orientou o estudo: há diferença na regulação da frequência cardíaca entre quem teve COVID-19 e quem não teve? Para responder, 19 voluntários foram submetidos a um teste de inclinação (tilt test) com registro contínuo de ECG, comparando pacientes pós-COVID-19 sintomáticos a um grupo controle saudável.
Qual a consequência de longo prazo desse desequilíbrio? — esta é a pergunta em aberto que o protocolo cárdio-cognitivo da ABN busca responder na prática executiva.
Imagens do estudo
Figuras originais do estudo, registradas durante o tilt test de um paciente representativo de cada grupo.
Sinais vitais durante o tilt test
Pressão arterial (SBP/DBP) e frequência cardíaca ao longo das três fases — repouso, inclinação a 75° e recuperação.


Tacograma (intervalos RR)
Série temporal batimento a batimento. Note a resposta mais ampla do grupo controle à inclinação, contra a modulação mais discreta no grupo pós-COVID-19.


Densidade espectral de potência (LF/HF)
O grupo controle mostra predomínio de alta frequência (HF, tônus vagal); o grupo pós-COVID-19 desloca-se para baixa frequência (LF, tônus simpático) — a base da razão LF/HF elevada.


Desenho do estudo-base
Protocolo de tilt test (teste de inclinação) aplicado a cada voluntário, com ECG contínuo do início ao fim.
Fase 1
Repouso horizontal
15 minutos em decúbito horizontal, para estabelecer a linha de base autonômica antes da inclinação.
Fase 2
Inclinação passiva a 75°
15 minutos de tilt test — o estresse ortostático que revela o desequilíbrio simpático/parassimpático.
Fase 3
Retorno ao horizontal
20 minutos de recuperação em decúbito, registrando o retorno (ou não) ao padrão autonômico basal.
Próximos passos da pesquisa
01
Colaboração internacional
Ampliar a rede de pesquisa com centros parceiros fora do Brasil.
02
Aumento da amostra
Expandir o número de voluntários para maior poder estatístico.
03
Acompanhamento longitudinal
Seguir os pacientes ao longo do tempo para entender a evolução do desequilíbrio autonômico.
Roteiro de implementação — ABN
Como o Método High Cognition planeja aplicar este achado na prática clínica dos membros do clube.
01
Triagem cardiológica
ECG de repouso e estratificação de risco cardiovascular antes da elegibilidade.
02
Baseline autonômico
Variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em repouso e sob carga cognitiva controlada.
03
Neuromodulação monitorada
Sessões de tDCS com telemetria cardíaca contínua e critérios de interrupção segura.
04
Reavaliação e ancoragem
Comparação pré/pós em 90 dias, com parecer conjunto de cardiologia e neuromodulação.
Publicações científicas
Assessing Autonomic Nervous System Imbalance in Post-COVID-19 Patients through Heart Rate Variability during Tilt Testing
Camargo SM, Silva BM, Pereira MWU, Santos ALG, Máximo ST, Watanabe WT, Puglisi JL, Goroso DG.
Novas publicações do Dr. Samuel serão listadas aqui conforme divulgadas.
Equipe e financiamento
Samuel M. Camargo, Beatriz M. Silva, Matheus W. U. Pereira, Ana L. G. dos Santos, Stella T. Máximo, William T. Watanabe, José L. Puglisi, Daniel G. Goroso.
Universidade Mogi das Cruzes (SP) · Faculdade de Medicina São Leopoldo Mandic de Araras (SP) · California North State University (EUA) · Universidad Nacional de Tucumán (Argentina).
"Detecção não invasiva e online da síndrome de taquicardia postural ortostática em pacientes pós-COVID-19" — Processos FAPESP nº 2021/14231-0 e 22/12866-1.
Prof. Samuel M. Camargo, MD — samuelmc@umc.br
Prof. Daniel G. Goroso, PhD — danielg@umc.br